O deus de William Paul Young

Gavin Ortlund | September 14, 2017


O livro “A Cabana”, de Paul Young, vendeu 20 milhões de cópias, inspirou um grande filme e gerou muita reflexão e discussão espiritual. Algumas pessoas apreciaram sua representação da fé e do sofrimento. Outras ficaram incomodadas com suas excentricidades teológicas. Não foram poucos os que empregaram aquela palavra que começa com “h” para descrevê-lo (heresia). Contudo, o fato de “A Cabana” (e outros livros de Young) serem romances, torna difícil saber exatamente onde colocá-los. 

Recentemente, com a publicação de sua primeira obra de não-ficção, “As Mentiras que Nos Contaram Sobre Deus” (Ed. Sextante), Young toma uma atitude mais propositiva e concreta no que diz respeito às suas crenças. Embora o livro se mostre preliminar e dialogal, ele definitivamente se posiciona teologicamente e, muitas vezes, de forma bastante enérgica. Cada um dos 28 capítulos é dedicado a expor uma “mentira” que acreditamos sobre Deus, e a explicar a verdade oposta correspondente.

Infelizmente, a teologia adotada nesse livro representa um desvio amplo e inequívoco da visão cristã ortodoxa. Isso não quer dizer que tenho uma animosidade pessoal contra o autor, tampouco questiono suas intenções. Mas o motivo de categorias como “ortodoxia” e “heresia” terem surgido na história da igreja se deve ao…


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