Quatro Passos para a Alegria no Arrependimento

Gavin Ortlund | June 2, 2016


Há uma espécie de alegria no arrependimento. Digo “uma espécie” porque o arrependimento também é árduo, humilhante, exigente. Pense em Jean Valjean se contorcendo em agonia durante o seu monólogo: “Eu sinto dentro em mim minha vergonha como um punhal!” Ou Eustáquio Clarêncio Mísero sendo “desdragonizado” por Aslan: “Dói mais que qualquer coisa que eu já senti.”

No entanto, há também a alegria no arrependimento. No arrependimento, oramos como Davi:

“Regozijem os ossos que esmagaste.” (Salmos 51:8)

“Restitui-me a alegria da tua salvação.” (Salmos 51:12)

Pode parecer estranho que o arrependimento possa produzir tanto tristeza como alegria, que os ossos de Davi possam ser “esmagados” e ainda assim “alegrarem-se”. Mas isso é consistente com a natureza do evangelho, que alcança a vida através da morte, a alegria através do sofrimento, o bem através do mal. Podemos dizer que o arrependimento é para a alegria o que a Sexta-feira Santa é para a Páscoa — aquele caminho necessário da agonizante e humilhante morte somente através da qual emergimos para luz e liberdade além das que jamais poderíamos imaginar.

Como podemos buscar alegria em meio ao arrependimento esmagador? Eis aqui quatro etapas (não necessariamente em ordem cronológica).

1. Reconheça Plenamente o Peso…


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